Yoga no YouTube é bom ou ruim?
- lauragoldim
- 22 de mai.
- 3 min de leitura

Desde que me tornei professora de yoga em 2017 já escutei de vários professores que quem pratica yoga pelo YouTube não pratica yoga de forma séria. Não encara a prática com a profundidade que ela tem. Eu discordo.
Como disclaimer, eu mesma tenho um canal no YouTube com aulas gratuitas desde 2020.
Como todas as facilidades da vida moderna, o YouTube pode ser uma ferramenta maravilhosa para acessibilizar a prática de yoga. É uma forma gratuita de levar aulas para gente do mundo inteiro. Num instante. Onde quer que estejam. E isso é fantástico.
Quem busca aulas no YouTube em geral quer flexibilidade e autonomia. Quer poder escolher com quem e quando fazer aula, e com objetivos específicos que façam sentido no dia. E existem literalmente milhões de opções.
Eu vejo que existem 3 perfis de praticantes de yoga no YouTube:
Praticante focada: aquela que faz aulas no YouTube porque prefere esse meio e leva a prática a sério. Escolheu uma professora e segue as suas aulas. Tem uma rotina de yoga e é disciplinada. Percebe a evolução na sua prática pessoal porque é constante. Se sente próxima da sua professora mesmo que falem línguas diferentes e more em outro país.
Praticante turista: busca uma aula no YouTube quando sente vontade de fazer yoga, mas não tem uma rotina. Tem algumas professoras que gosta e vai alternando as aulas delas. Procura por aulas para o humor do momento. Não percebe uma evolução muito clara na prática, mas sempre termina as aulas se sentindo bem e por isso de tempos em tempos volta.
Praticante curiosa: cativada pela estética das posturas busca por tutoriais e aulas desafiadoras. Grava o nome das posturas, mas não lembra do nome da professora que deu a aula. Vê o yoga mais como exercício do que como ferramenta de bem estar.
Nenhum desses perfis é bom ou ruim por si. A gente pode transitar entre os três depedendo do momento de vida que estiver vivendo. E tá tudo certo. O único perfil que eu acho que precisa de um pouco mais de atenção é a praticante curiosa, porque por não ter uma prática consistente, é mais vulnerável a se lesionar. Aí a culpa não está na prática ou na postura em si, mas em não fazer uma construção até ela e avançar mais rápido do que deveria. E isso vai depender do bom senso da praticante, não é necessariamente responsabilidade da professora.
Em aulas gravadas, eu sinto que sempre preciso estar ainda mais atenta às descrições e à minha guiança porque eu não tenho como corrigir as alunas em tempo real ou explicar de uma outra forma se perceber que o comando não foi bem entendido (como poderia numa aula presencial). Para dar boas aulas gravadas, a professora precisa, sim, de habilidades específicas e uma comunicação excelente. Senão a aula fica meia boa. Uma sequência ótima, mas mal guiada, é um desperdício.
Minha sugestão para quem quer praticar no YouTube é encontrar uma (ou algumas) professora que se identifique e fazer várias aulas no mesmo canal. Criar a sua própria rotina, que não precisa ser perfeita nem lá tão constante se não for possível. Se permitir experienciar o yoga sabendo que é um caminho, uma jornada. Nada se conquista em apenas uma aula. Seguindo tranquila no caminho, tudo vem no seu devido tempo.
E sim, praticar na internet é praticar yoga de verdade. Quem disser o contrário provavelmente teve alguma experiência ruim e não se permitiu tentar de novo, ou então se sente ameaçado por essas outras opções que estão por aí.
Se quiser conhecer meu canal no YouTube que hoje tem mais de 6 mil seguidores e mais de 150 aulas gratuitas, é só clicar aqui.




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